
Direita... esquerda... direita... esquerda... direita... esquerda...
Direita! Esquerda! Direita! Esquerda! Direita! Esquerda!
Se pôs, mais uma vez, a correr nas pontas dos pés, quando o que mais desejava era voar
Sabia que não ter asas era uma falha para seu espírito de pássaro
Uma vez ao dia tentava fugir da terra, encontrar a paz que acreditava ter no céu
Ver todas as formas terrestres diminuídas e voar entre uma nuvem e outra
A melhor sensação era durante os milésimos de segundos em que os pés levitavam,
Até o momento que batiam com suas pontas no chão gasto e tristonho das ruas movimentadas de pressa e cobiça
Não se importava com os olhares alheios, enquanto tivesse seus rápidos momentos de
“vôo”, procurando sempre alcançar o céu
Um dia, quem sabe, havia de conseguir...
Direita! Esquerda! Direita! Esquerda! Direita! Esquerda!
Direita! Esquerda! Direita! Esquerda! Direita! Esquerda!