terça-feira, 17 de abril de 2012
"Eu ando pelo mundo prestando atenção nas cores.."
Suspeito de que meu até então, dom para as palavras se refira a senti-las "apenas".
Minha poesia mesmo eu tenho feito com os olhos e uma máquina.
Árvore (da vida)
A-mor
Sobre a Guanabara
Pátio
terça-feira, 29 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
“Mudaram as estações, nada mudou... mas eu sei que alguma coisa aconteceu.." ♫
Sabe aquele papo já conhecido de “mesmo longe estaremos sempre perto”? Então, é puro engano em 97% dos casos. Nem sei se esses 3% realmente são verdadeiros, mas darei um voto de confiança.
Você tem um amigo que mora longe e não vê há anos? Ou uma prima que era sua best friend quando pequena e agora você só encontra em festas de família e fica relembrando o passado? Aquela amiga da escola com quem você fez pactos e juras de que seriam amigas para sempre, madrinhas de casamento, dos filhos e blá, blá, blá? E aquela panelinha do prédio que fazia tudo junto e de repente cresceram e mudaram? A não ser que você mantenha contato MESMO com essas pessoas, encontros, telefonemas, e-mail, fofocas e desabafos, por mais queridas que elas sejam no seu coração e pensamento, a distância entra em cena e puf: detona o “sempre perto”!
Por mais romântica e idealista que algumas pessoas sejam tem que cair na real de que as relações humanas podem ser tão mutáveis quanto as roupas do ser armário, que são renovadas a cada moda! Ok, talvez eu esteja sendo um pouco radical demais e traindo meu pensamento idealista de sempre, mas em um lapso de realidade (e porque não, vontade de gritar!) eu afirmo de que essa é a verdade nua e crua. A probabilidade de as relações e sentimentos mudarem é muito maior do que a de permanecerem o mesmo. Como eu amo minhas sessões nostálgicas, lembrar da minha super amiga de infância com quem eu fazia tudo! Ela seria a madrinha do meu casamento e dos meus filhos, dormia do meu lado quando eu estava doente e nos achávamos indispensáveis uma para a outra! Eu me mudei do prédio, ela do colégio, durou mais um, dois anos e acabou. Hoje tenho ela no me facebook e dou parabéns no dia 23 de julho (sim, lembro do aniversário dela) e só.
Eu do meu modo idealista e sonhador lembro sempre de pessoas que marcaram minha vida, aquelas que eu encontro na rua e acho o máximo rever! Amigos que mantenho contato, mas que sei que não seriam pessoas a quem confiaria meus segredos e desassossegos em momentos de sensibilidade atuais. Um dia elas foram, mas hoje não são mais. Cada um deles continua ocupando um espaço na minha memória, no meu coração e em todos os lugares clichês e sentimentalistas que um ser humano descreve guardar essas pessoas, mas caiemos na real: a distância (física ou não) se faz presente em algum momento e é fator decisivo para não se acreditar que realmente estaremos “sempre perto”. Em 97% dos casos!
OS: Acho que oscilarei sempre nessa porcentagem. ;x
Você tem um amigo que mora longe e não vê há anos? Ou uma prima que era sua best friend quando pequena e agora você só encontra em festas de família e fica relembrando o passado? Aquela amiga da escola com quem você fez pactos e juras de que seriam amigas para sempre, madrinhas de casamento, dos filhos e blá, blá, blá? E aquela panelinha do prédio que fazia tudo junto e de repente cresceram e mudaram? A não ser que você mantenha contato MESMO com essas pessoas, encontros, telefonemas, e-mail, fofocas e desabafos, por mais queridas que elas sejam no seu coração e pensamento, a distância entra em cena e puf: detona o “sempre perto”!
Por mais romântica e idealista que algumas pessoas sejam tem que cair na real de que as relações humanas podem ser tão mutáveis quanto as roupas do ser armário, que são renovadas a cada moda! Ok, talvez eu esteja sendo um pouco radical demais e traindo meu pensamento idealista de sempre, mas em um lapso de realidade (e porque não, vontade de gritar!) eu afirmo de que essa é a verdade nua e crua. A probabilidade de as relações e sentimentos mudarem é muito maior do que a de permanecerem o mesmo. Como eu amo minhas sessões nostálgicas, lembrar da minha super amiga de infância com quem eu fazia tudo! Ela seria a madrinha do meu casamento e dos meus filhos, dormia do meu lado quando eu estava doente e nos achávamos indispensáveis uma para a outra! Eu me mudei do prédio, ela do colégio, durou mais um, dois anos e acabou. Hoje tenho ela no me facebook e dou parabéns no dia 23 de julho (sim, lembro do aniversário dela) e só.
Eu do meu modo idealista e sonhador lembro sempre de pessoas que marcaram minha vida, aquelas que eu encontro na rua e acho o máximo rever! Amigos que mantenho contato, mas que sei que não seriam pessoas a quem confiaria meus segredos e desassossegos em momentos de sensibilidade atuais. Um dia elas foram, mas hoje não são mais. Cada um deles continua ocupando um espaço na minha memória, no meu coração e em todos os lugares clichês e sentimentalistas que um ser humano descreve guardar essas pessoas, mas caiemos na real: a distância (física ou não) se faz presente em algum momento e é fator decisivo para não se acreditar que realmente estaremos “sempre perto”. Em 97% dos casos!
OS: Acho que oscilarei sempre nessa porcentagem. ;x
Momento de flores secas...
terça-feira, 2 de agosto de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
" Tenho frases guardadas, que fiquei de dizer quando houvesse sentido." (Gabito Nunes)
Será possível sentirmos saudade de algo ou alguém que não conhecemos? Possível sei que é, mas nunca soube de outra pessoa que sentisse isso que não eu. Sim, eu te conheci. Por pouco e vago tempo eu tive sua presença, mas não foi o suficiente para saber quem você era. Não sei qual era sua comida preferida, seu medo de infância, o que te deixava com raiva, nem nunca ouvi, de você mesmo, suas famosas histórias de aventura.
Não me lembro de você me ter dado uma real oportunidade de te conhecer, mas não fujo do fato de eu nunca ter tido interesse também. Foi uma ausência de ambos os lados, uma dupla culpa.
A maior oportunidade que tive talvez de estar com você foi já no final... recusei mais uma vez. Se não havia tido curiosidade de te ver bem, quanto mais mal. Por incrível que pareça nunca me senti culpada por essa falta de vontade. Achava admissível depois de anos de ausência. Mas no fim o sentimento ainda foi de perda. Perda de alguém que eu sabia o nome, o rosto, a voz... Perda de alguém que eu acredito que me amou, mas não se fez presente. Eu perdi. Você também perdeu. A perda foi múltipla. A oportunidade passou, eu não te conheci realmente e sinto falta disso. Que “porcaria”.
Acredite, penso sempre em você. Como uma pessoa estranha de quem sinto falta ter conhecido. Nunca vou saber se meus dedos realmente são tão iguais aos seus ou se minha mania de guardar caixas é algo hereditário. Você nunca me contou sobre uma viagem ou um dos dias de trabalho no fundo do mar.
Não sei se posso dizer que cheguei a sentir amor por você... Talvez no início, mas sei que sinto falta de ter te conhecido. Na verdade, sinto muito. Acho que nos daríamos bem.
As pessoas se surpreendem quando perguntam de você e respondo naturalmente o que já aconteceu. Elas pedem desculpa e eu não sinto o porquê disso.
Você sabe que tem outra pessoa executando o seu papel há anos, mas não sabe que sinto sua falta. Aliás, ninguém sabe e acredito que nem ao menos desconfiem. É aquele assunto que guardamos no fundo do peito, bem no cantinho. Mas que vez ou outra a gente mexe sei lá porque.
Quando eu penso em você não choro. Não me culpo. Apenas lamento. Lamento não termos tido a coragem de nos conhecermos. Na verdade, acredito que somente hoje em dia eu conseguiria querer te conhecer e vir a entender suas razões. O vicio é uma doença e essa doença destrói, eu sei e você sabe.
Entre ovos de Páscoa no mês de julho e parabéns por telefone uma vez por ano, restam hoje e somente depois de adulta, o vazio da ausência e uma carta com a sua letra.
O mais galanteador, o mais charmoso, o maior contador de histórias, o cara de bigode, o dos dedos longos, o que adorava entulho, o carinhoso, o mergulhador, o caçula... o tempo que tivemos juntos foi pouco demais... sinto muito por não ter realmente te conhecido, pai.
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